O caso do narrador esportivo Luiz Roberto chamou a atenção para o câncer de cabeça e pescoço, um tipo de tumor com alta incidência no Brasil, porém ainda pouco discutido.
O Ministério da Saúde aponta a doença como um dos cânceres mais comuns no país, afetando principalmente homens.
O cirurgião oncológico Vitor Melão, de Três Lagoas, explica que o termo abrange tumores na boca, garganta, laringe, cavidade nasal e pele da face e pescoço.
“Muitos confundem com tumor cerebral, mas o câncer de cabeça e pescoço envolve estruturas acima da clavícula, como cavidade oral, laringe e orofaringe”.
Os principais fatores associados à doença são:
- Tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
- Infecção pelo HPV
- Idade acima dos 50 anos
O especialista ressalta que a combinação de álcool e cigarro eleva significativamente o risco da doença.
Dados do INCA mostram que cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o tratamento, pois os sintomas iniciais são frequentemente negligenciados.
“Rouquidão, dor de garganta, dificuldade para engolir… se persistirem por mais de duas semanas, é preciso investigar”.
O diagnóstico envolve tomografia, ressonância e biópsia. O tratamento varia conforme o caso, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.
Apesar da gravidade, muitos casos têm cura, principalmente quando diagnosticados precocemente.
Especialistas enfatizam que hábitos saudáveis são essenciais para reduzir os riscos, como:
- Não fumar
- Evitar o consumo de álcool
- Manter relações sexuais seguras (prevenção do HPV)
Atenção aos sinais do corpo e informação são cruciais para o diagnóstico precoce e o sucesso do tratamento.