Curadoria Inteligente
08/03/2026 | 7 min leitura

Cassems completa 25 anos como referência em saúde em Mato Grosso do Sul

A Cassems celebra 25 anos em 2026, consolidada como referência em saúde em MS, com investimentos em modernização e expansão regional.

Cassems completa 25 anos como referência em saúde em Mato Grosso do Sul

A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) está prestes a completar 25 anos em 2026, estabelecida como uma das principais estruturas de atendimento médico-hospitalar do estado. Criada através da mobilização dos servidores públicos estaduais, a instituição expandiu-se nas últimas décadas e hoje engloba uma rede composta por hospitais, centros médicos, unidades de diagnóstico e serviços especializados distribuídos em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

Ao longo desse período, a Cassems aumentou de forma notável sua presença no sistema de saúde estadual. Atualmente, a instituição dispõe de dez hospitais próprios e responde por quase 30% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) existentes no estado, o que a posiciona de maneira estratégica no atendimento hospitalar de média e alta complexidade. Essa estrutura beneficia milhares de usuários e também ajuda a diminuir a pressão sobre outros serviços de saúde, especialmente em regiões onde a oferta de leitos e atendimentos especializados é limitada.

Ademais da expansão física da rede hospitalar, a instituição também tem investido na modernização da assistência médica. Nos últimos anos, tecnologias como telemedicina, telecirurgia e procedimentos assistidos por robótica foram integrados à estrutura hospitalar. Esses avanços visam ampliar a capacidade de atendimento dentro do estado, diminuindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros centros do país em busca de tratamentos mais complexos.

Simultaneamente, o setor de saúde enfrenta transformações profundas. O envelhecimento acelerado da população brasileira, o progresso de novas terapias e medicamentos de alto custo e o aumento da utilização dos serviços médicos após a pandemia impõem desafios financeiros e estruturais para sistemas públicos e privados de assistência. Esse cenário requer planejamento contínuo, equilíbrio na gestão e atualização constante das estruturas hospitalares.

Outro movimento que tem ganhado força nos últimos anos é a regionalização dos serviços. Com um território vasto e municípios separados por grandes distâncias, Mato Grosso do Sul apresenta desafios logísticos para o acesso à saúde. A ampliação de serviços em cidades do interior busca justamente reduzir o deslocamento de pacientes até a capital, proporcionando atendimento especializado para diferentes regiões do estado.

Nesse contexto de transformações na área da saúde e de expansão da rede hospitalar no estado, a Cassems alcança os 25 anos com presença consolidada em diversas regiões de Mato Grosso do Sul e com papel relevante na oferta de atendimentos de média e alta complexidade. À frente da instituição, o presidente Ricardo Ayache lidera esse processo de crescimento e aponta os desafios que devem marcar os próximos anos, desde o avanço das tecnologias médicas até o impacto do envelhecimento da população sobre os sistemas de assistência à saúde.

A Cassems completa 25 anos em 2026. Qual o principal marco dessa trajetória?
Ricardo Ayache
 O marco primordial é a união dos servidores públicos na construção desse legado, que consiste em uma assistência à saúde diferenciada para os servidores estaduais. Até o momento, nesses 25 anos, a única estrutura de saúde de servidores públicos administrada pelos próprios servidores é a Cassems, aqui em Mato Grosso do Sul. Isso demonstra a capacidade dos servidores de administrar a própria saúde e também a ousadia na gestão, ao implementar um sistema que transformou a geografia da saúde no Estado. Atualmente, somos a maior rede hospitalar de Mato Grosso do Sul, com dez hospitais, diversos centros de atendimento médico e odontológico, unidades de diagnóstico e o laboratório Cassems. É um sistema complexo de saúde que busca atender com qualidade os servidores públicos e que passou a ter importância no cenário estadual.

A Cassems administra quase 30% dos leitos de UTI do Estado. Como essa estrutura impacta a vida dos servidores e da população?
Ricardo Ayache 
É difícil imaginar como seria o sistema de saúde do Estado sem a Cassems. Atualmente, ocupamos uma posição estratégica dentro do sistema sul-mato-grossense. Nossas unidades hospitalares e estruturas de terapia intensiva contribuem para aliviar a pressão existente sobre o sistema de saúde. Sabemos o quão difícil é abrir novos leitos e manter os já existentes. No momento, temos hospitais com UTI em cidades como Dourados, Campo Grande, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá. Essa presença contribui para compor e fortalecer o sistema de saúde em Mato Grosso do Sul.

A Cassems investe em modernização, telecirurgia e robótica. Como equilibrar esses investimentos com a sustentabilidade financeira do sistema?
Ricardo Ayache
 Não tem sido uma tarefa fácil. Os custos da assistência à saúde aumentaram consideravelmente nos últimos anos. O período pós-pandemia trouxe mudanças significativas, com maior utilização do sistema pelos usuários. Também enfrentamos o envelhecimento acelerado da população e o progresso de novas tecnologias e medicamentos, que encarecem o sistema. Mesmo assim, é crucial buscar o equilíbrio financeiro e continuar investindo para que a estrutura de atendimento acompanhe a evolução tecnológica. Quando um paciente precisa deixar o Estado para realizar um procedimento complexo, isso acaba desqualificando o sistema de saúde local. Ao incorporar novas tecnologias e trazer procedimentos avançados para Mato Grosso do Sul, demonstramos que nossos profissionais estão preparados para atender com qualidade e segurança. Isso também estimula outras estruturas de saúde a investir e eleva o nível da assistência no Estado. Além disso, quando executivos e empresas avaliam se vão se instalar em um estado ou cidade, um dos fatores mais importantes é a qualidade do sistema de saúde. Por isso, é essencial que o crescimento econômico venha acompanhado de avanços em áreas como saúde, segurança e moradia.

A Cassems também tem ampliado a presença no interior. Essa estratégia busca evitar que os pacientes precisem se deslocar até a Capital?
Ricardo Ayache
 Exatamente. A estratégia de interiorizar e regionalizar o atendimento tem esse objetivo. Mato Grosso do Sul possui um território muito extenso. Em alguns casos, há quase mil quilômetros entre as cidades mais distantes. Por isso, é fundamental levar atendimento de qualidade para diferentes regiões, evitando que os pacientes precisem viajar até Campo Grande ou Dourados sempre que precisam de assistência. Essa presença no interior auxilia no atendimento aos servidores públicos e também contribui para o desenvolvimento do Estado como um todo.

O que a Cassems projeta para os próximos 25 anos?
Ricardo Ayache
 Projetamos muito trabalho e dedicação para continuar oferecendo uma assistência de qualidade aos servidores públicos e seus familiares. Isso envolve atendimentos em consultórios, laboratórios, clínicas, ações de prevenção e promoção da saúde, além da estrutura hospitalar de alta complexidade. Também precisamos estar atentos à transição demográfica. O envelhecimento da população está acelerado e traz grandes desafios para a gestão da saúde. Outro ponto é a prevenção de doenças como o câncer, que tem avançado de forma significativa, inclusive entre os mais jovens. Também precisamos ampliar o cuidado com pessoas neurodivergentes, como pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), cujas demandas têm crescido. O desafio é definir estratégias para enfrentar essas mudanças, manter uma gestão profissionalizada e, ao mesmo tempo, humanizada, buscando consolidar Mato Grosso do Sul como referência em saúde.

Original em RCN 67

No treslagoas.com, respeitamos os direitos autorais e o trabalho jornalístico local. Nossa IA gerou este resumo original para facilitar sua leitura, mas convidamos você a prestigiar a fonte original completa.