A primeira edição interna da Corrida e Caminhada Suzano Faz Bem mobilizou cerca de 200 participantes em um percurso de cinco quilômetros dentro da unidade industrial, fomentando integração, valorizando a inclusão e arrecadando donativos para a APAE.
Por algumas horas, a rotina de uma das principais operações industriais de celulose de Três Lagoas, a Suzano, foi alterada. A movimentação habitual da fábrica deu lugar a tênis, torcida, disposição e espírito de equipe. Nesse percurso, a meta de cruzar a linha de chegada ia além da competição, simbolizando saúde, integração, inclusão e solidariedade a cada passo.
Nesse contexto, a Suzano promoveu, nesta sexta-feira (14), a edição inaugural interna da Corrida e Caminhada Suzano Faz Bem. Essa iniciativa inédita na unidade industrial de Três Lagoas foi dedicada exclusivamente a funcionários e colaboradores de empresas parceiras que trabalham na operação.
A atividade trouxe para dentro da fábrica uma vivência que já integra o calendário municipal desde 2016. Em um trajeto de cinco quilômetros, cerca de 200 participantes puderam correr ou caminhar em um ambiente controlado e seguro, contando com o apoio de brigadistas e das equipes de Segurança e Qualidade de Vida da Suzano.
Além de incentivar a prática esportiva, o evento proporcionou uma quebra na rotina e promoveu a aproximação de pessoas que, embora convivam no mesmo ambiente de trabalho, naquele dia compartilharam o mesmo percurso e propósito.
Maurício Miranda, diretor Industrial Regional Sul da Suzano, ressaltou o significado especial de realizar a atividade dentro da própria unidade. Ele afirmou que “nada melhor do que aumentar a nossa relação com esse ambiente através da caminhada”.
Conforme o executivo, o evento também fortalece valores ligados à qualidade de vida e à responsabilidade social, elevando a atividade física para além da esfera puramente esportiva.
Cada inscrição virou solidariedade
O aspecto solidário da corrida foi evidente desde a inscrição. Para participar, cada pessoa contribuiu com um pacote de papel higiênico (12 unidades), dois litros de leite integral e dois detergentes neutros. Todos os itens doados serão encaminhados à APAE de Três Lagoas.
Dessa forma, enquanto os corredores e caminhantes completavam os cinco quilômetros, a iniciativa também progredia em seu objetivo de apoiar uma instituição que realiza um trabalho social relevante na cidade.
“Isso consolida realmente o ‘Suzano Faz Bem’. Acredito que tudo isso se alinha com essa visão social que nunca devemos perder”, destacou Maurício Miranda.
Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais da Suzano em Três Lagoas, também enfatizou a sinergia entre esporte e responsabilidade social, um traço marcante na trajetória da Corrida e Caminhada Suzano Faz Bem.
Alexsander Horta, gerente Executivo de Engenharia e triatleta, pontuou que a solidariedade é uma marca da Suzano, e o esporte se torna mais um meio para unir pessoas em prol de um objetivo comum.
É importante ressaltar que esta etapa interna não substitui a Corrida e Caminhada Suzano Faz Bem tradicional, aberta à comunidade. A edição pública está programada para o último trimestre deste ano, com a data a ser divulgada em breve.
No ano de 2025, aproximadamente mil pessoas participaram do evento, que angariou R$ 38,6 mil. Esse valor foi direcionado a instituições como o Lar dos Idosos, a Rede Feminina de Combate ao Câncer e a Ação Social Boa Esperança.
Esporte também é inclusão
Entre os corredores da prova interna, estava Gabriel Vitor, analista de Automação da Suzano e atleta PCD. Cadeirante há quatro anos, Gabriel descobriu no esporte uma forma de reorganizar sua rotina, preservar a saúde e explorar novos limites.
Segundo Gabriel, participar de uma atividade esportiva dentro da empresa é um exemplo claro de inclusão. Ele enfatizou: “Você estar numa empresa que respeita as diferenças, uma empresa que pensa em todo mundo, isso para a gente que tem deficiência é ótimo”.
A paixão de Gabriel pelo esporte, contudo, transcende a corrida. Ele pratica musculação e surf adaptado, e utiliza suas redes sociais para compartilhar vivências, demonstrando as diversas possibilidades de atividades físicas para pessoas com deficiência.
Seu propósito é transformar sua própria jornada em inspiração para aqueles que enfrentam adversidades após mudanças repentinas na vida. “Eu acredito que é uma coisa boa para quem está passando por uma fase difícil, para mostrar que realmente existe uma saída, existe sim uma esperança de continuar”, relatou.
Na Suzano, Gabriel também participa ativamente de eventos internos e externos promovidos pela companhia. Para ele, os benefícios do esporte vão além do aspecto físico. “Quando a gente cuida da saúde, a gente tem mais autoestima, mais disposição e automaticamente acaba motivando outras pessoas”, declarou.
Um sonho realizado dentro da unidade
Enquanto para muitos participantes a corrida representou uma experiência diferenciada na rotina, para Cristiane Silva e Rubenilton Silva Costa, que conquistaram o primeiro lugar nas categorias feminina e masculina, respectivamente, o percurso tinha um significado ainda mais profundo.
Além da vitória, ambos concretizaram um antigo anseio: correr dentro da própria unidade da Suzano.
Rubenilton, que mantém uma rigorosa rotina de treinos, correndo cinco vezes por semana, dedicou-se a uma preparação específica para a prova. Após a vitória, o triunfo pessoal foi complementado pela satisfação de ver colegas de diversos setores participando juntos. “Queremos parabenizar todo mundo que participou, se empenhou, conseguiu concluir a corrida”, salientou Rubenilton.
A cena dos colaboradores cruzando o percurso lado a lado simbolizou o verdadeiro propósito do evento. Mais do que definir o primeiro colocado, a corrida permitiu que profissionais de distintas áreas, cargos, empresas e vivências compartilhassem uma experiência em comum.
Ao término, os cinco quilômetros completados dentro da unidade transcenderam a mera distância física. Cada passo contribuiu para quebrar a monotonia, fortalecer laços entre colegas, incentivar práticas saudáveis, promover a inclusão e converter a participação em atos de solidariedade.
A linha de chegada marcou apenas o encerramento da competição. O verdadeiro percurso, contudo, iniciou-se muito antes, no momento em que a saúde, a convivência, o respeito às diferenças e a responsabilidade social foram promovidos em conjunto.