Crise Global de Fertilizantes Atinge o Brasil e Urge Retomada da UFN3
Por Ricardo Ojeda
A crise entre Estados Unidos e Irã já ressoa na economia global, impactando o Brasil no setor de combustíveis e no abastecimento de fertilizantes.
A diminuição da oferta internacional, intensificada pelo conflito e restrições de grandes exportadores, alerta o agronegócio brasileiro, especialmente em Mato Grosso do Sul. A escassez eleva custos de produção e ameaça o preço dos alimentos.
DEPENDÊNCIA EXTERNA
Especialistas apontam a paralisação da UFN3 em Três Lagoas como um problema crucial. Com 80% concluídos em 2014, o projeto inacabado simboliza a dependência externa em momento crítico.
Em operação, a UFN3 reduziria a importação de fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia, protegendo o setor agrícola de instabilidades.
CHINA RESTRINGE EXPORTAÇÕES
A China, um dos maiores fornecedores, restringiu exportações para priorizar o mercado interno, informa a Reuters, pressionando ainda mais o mercado global.
INCERTEZAS
A retomada da UFN3 permanece incerta. Promessas de reativação em 2026 contrastam com o cronograma da Petrobras, que projeta avanços a partir de 2029. A decisão final de investimentos deve ocorrer no primeiro semestre de 2026.
O atraso causa deterioração das estruturas, aumentando custos e a urgência da decisão. Empresas aguardam formalização da Petrobras para iniciar os trabalhos.
IMPACTO ECONÔMICO
A UFN3 representa impacto econômico regional, com estimativa de 8 mil empregos diretos e indiretos e fortalecimento da economia local em Três Lagoas.
Dados do Comexstat revelam a dependência de importações: em 2025, US$ 93 milhões em fertilizantes foram adquiridos da China, representando 11,5% do total. O país asiático movimentou US$ 13 bilhões em exportações no último ano.
Em um cenário de instabilidade e restrição de oferta, a UFN3 é vista como um tema estratégico de soberania nacional. A retomada do projeto é uma necessidade urgente para garantir segurança ao agronegócio e à economia brasileira.