Curadoria Inteligente
29/07/2026 | 4 min leitura

De joaninhas a microvespas: mais de 153,8 milhões de insetos promovem proteção natural das florestas da Suzano em Mato Grosso do Sul

A Suzano expande seu programa de biocontrole em Mato Grosso do Sul, liberando mais de 153,8 milhões de insetos benéficos em 177,2 mil hectares, crescendo 50% em 2025.

De joaninhas a microvespas: mais de 153,8 milhões de insetos promovem proteção natural das florestas da Suzano em Mato Grosso do Sul

A Suzano registrou um marco significativo em seu Programa de Biocontrole, expandindo o uso de insetos benéficos para a proteção natural de suas florestas em Mato Grosso do Sul. Em 2025, a companhia produziu e liberou mais de 153,8 milhões de insetos, como joaninhas e microvespas parasitoides, para combater pragas como lagartas e psilídeos de concha. Essa iniciativa beneficiou 177,2 mil hectares de áreas cultivadas de eucalipto, representando um crescimento de 50% em comparação com o ano anterior.

Os resultados do programa são expressivos: 92,5% das áreas que receberam os agentes de biocontrole não necessitaram de intervenções adicionais. Houve uma redução de 59% no uso de defensivos pulverizados e de 48% no consumo de água, demonstrando a eficácia e sustentabilidade da abordagem.

Maria Carolina Zonete, diretora de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul, enfatiza que “a ampliação do uso de insetos benéficos representa a evolução nas operações florestais e no manejo biológico da Suzano em Mato Grosso do Sul. Ao incorporar novas espécies, conseguimos tornar o controle natural de pragas ainda mais eficiente, reduzindo a dependência de defensivos, os custos operacionais e avançando cada vez mais para um manejo regenerativo. É uma estratégia que alia produtividade e conservação ambiental de forma concreta, com respeito às pessoas e ao meio ambiente”.

O Programa de Biocontrole Florestal da Suzano teve início em 2021 com a liberação de aproximadamente 910 mil indivíduos. Esse número cresceu exponencialmente, atingindo 93 milhões de insetos em 2024 e chegando a 153,8 milhões em 2025, impulsionado pela expansão dos laboratórios dedicados à criação e reprodução controlada dos insetos.

Nos primeiros cinco meses de 2026, a empresa já liberou cerca de 44,03 milhões de insetos em uma área total de 71,9 mil hectares. Entre as espécies liberadas estão 43,9 milhões de parasitoides de lagarta, como Trichospilus diatraeae e Tetrastichus howardi, e 120,2 mil joaninhas da espécie Olla v-nigrum.

Investimentos em Pesquisas e Novas Tecnologias

Os laboratórios responsáveis pela produção desses insetos operam com tecnologia de ponta e equipes qualificadas nas Unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Em 2025, esses laboratórios contribuíram com 32,6% da produção nacional do programa da Suzano, que somou 453,2 milhões de organismos. A maior parte dessa produção em MS veio de Três Lagoas, com 79 milhões de Trichospilus diatraeae, 67,8 milhões de Tetrastichus howardi e 113 mil joaninhas. Ribas do Rio Pardo também desempenhou um papel crucial, produzindo 48,5 mil joaninhas e cerca de 1 milhão de parasitoides das duas espécies principais.

Maria Carolina complementa, afirmando que “Nossos laboratórios funcionam como uma espécie de berçário científico. Todo esse trabalho é conduzido com rigor técnico, e os benefícios tendem a ir além das nossas cercas. A ciência já documenta que o uso de biocontroladores pode contribuir para o equilíbrio ecológico da paisagem ao redor. Para as comunidades e propriedades vizinhas, isso pode significar menos pressão de pragas e menos dependência de produtos químicos”.

Em Mato Grosso do Sul, o projeto utiliza diversos biocontroladores, incluindo Tetrastichus howardi e Trichospilus diatraeae, que parasitam pupas de lagartas desfolhadoras; joaninhas (Olla v-nigrum), que se alimentam de ovos do psilídeo-de-concha do eucalipto; Quadrastichus mendeli e Selitrichodes neseri, parasitoides da vespa-da-galha; e Cleruchoides noackae, parasitoide de ovos do percevejo bronzeado. As vespas, por exemplo, impedem o desenvolvimento de lagartas desfolhadoras ao parasitar suas pupas, enquanto Cleruchoides noackae e Quadrastichus mendeli agem sobre outras pragas que ameaçam os cultivos.

O programa da Suzano opera com liberações semanais, ajustadas com base no monitoramento contínuo das florestas, e é direcionado exclusivamente às áreas próprias da empresa. A produção recebe suporte das unidades de Alambari (SP) e Aracruz (ES) para complementar a escala quando necessário. Os 153,8 milhões de insetos liberados em MS em 2025 resultam da soma da produção das unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, com o apoio dessas unidades de outros estados.

Original em Radio Caçula

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