As exportações de Mato Grosso do Sul totalizaram US$ 7,215 bilhões de janeiro a julho de 2026.
O estado de Mato Grosso do Sul observou um aumento de 17,8% no superávit de sua balança comercial durante os primeiros sete meses de 2026. O saldo positivo alcançou a marca de US$ 5,77 bilhões, superando os aproximadamente US$ 4,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Tal desempenho foi majoritariamente motivado pela expansão das vendas para o exterior. As exportações, entre janeiro e julho, atingiram um valor de US$ 7,215 bilhões, representando um crescimento de 12,8% em relação ao ano passado.
Simultaneamente, as importações apresentaram uma queda de 3,7%, com as aquisições internacionais diminuindo de US$ 1,499 bilhão para US$ 1,444 bilhão no mesmo intervalo.
Esses dados foram divulgados pelo ComexStat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que também consolida as informações da balança comercial em nível nacional.
Para além do acréscimo na receita, Mato Grosso do Sul também elevou o volume de mercadorias despachadas para outros países. O total exportado subiu de 16,94 milhões para 18,93 milhões de toneladas, um incremento de 11,7%.
Em contrapartida, o volume das importações mostrou uma tendência inversa, registrando uma diminuição de 2,33 milhões para cerca de 2,30 milhões de toneladas, o que equivale a uma retração de aproximadamente 1,3%.
Soja retoma liderança
A soja reassumiu a posição de destaque entre os produtos mais exportados por Mato Grosso do Sul. No período equivalente de 2025, a celulose havia ocupado o primeiro lugar.
Entre janeiro e julho do presente ano, as vendas internacionais do grão ultrapassaram a marca de US$ 2,42 bilhões, evidenciando um crescimento de 30,8% em comparação com os sete primeiros meses do ano anterior.
Em segundo lugar, a celulose gerou US$ 1,825 bilhão em receita, embora o setor tenha apresentado uma diminuição de cerca de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025.
A carne bovina congelada também ampliou sua participação na pauta de exportações, com vendas atingindo US$ 1,04 bilhão, um expressivo avanço de aproximadamente 55%.
Adicionalmente, bagaço e outros resíduos provenientes da extração do óleo de soja registraram um crescimento de 64%. Óleo bruto de soja e ferro fundido bruto também foram produtos que se sobressaíram nas exportações.
Em contraste, produtos como açúcar, minério de ferro, farelo de soja e milho apresentaram declínio em suas exportações.
China é o principal destino, com quase metade das vendas
A China permaneceu como o principal mercado para os produtos de Mato Grosso do Sul. O país asiático adquiriu US$ 3,55 bilhões em mercadorias entre janeiro e julho, o que representa quase 50% da receita total de exportação do estado.
Os Estados Unidos figuram como o segundo maior comprador, com US$ 454 milhões. Em seguida, destacam-se Países Baixos (US$ 297 milhões), Itália (US$ 260 milhões) e Turquia (US$ 160 milhões).
Outros mercados importantes para a produção estadual incluem Argentina, Vietnã, Índia, Irã, Chile e Paquistão.
Dessa forma, a estrutura das exportações de Mato Grosso do Sul continua sendo fortemente influenciada pelo agronegócio e pela indústria florestal, com a soja, celulose e carne bovina compondo o cerne da pauta exportadora.
O crescimento de 17,8% no superávit demonstra que Mato Grosso do Sul conseguiu, de forma eficaz, conciliar o aumento das exportações com a diminuição das importações. Além disso, a recuperação da soja e o desempenho positivo da carne bovina foram cruciais para compensar a queda registrada em outras commodities.