Curadoria Inteligente
08/08/2026 | 3 min leitura

Incentivos fiscais asseguram seis novas empresas na área Leste de Mato Grosso do Sul

A política de incentivos fiscais do MS atrai 15 projetos industriais, com nove novas empresas e seis ampliações, concentrando esforços na Costa Leste, incluindo Três Lagoas.

Incentivos fiscais asseguram seis novas empresas na área Leste de Mato Grosso do Sul

A política de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul continua a consolidar a região da Costa Leste como um ponto estratégico crucial para o desenvolvimento industrial do Estado. Uma recente rodada de benefícios, aprovada pelo Fórum Deliberativo do MS-Indústria e divulgada em 04 de agosto no Diário Oficial, concedeu autorização governamental para 15 projetos no setor industrial. Desses, nove visam a instalação de novas companhias, enquanto os outros seis se destinam à expansão de empreendimentos já existentes.

Três Lagoas figura entre os municípios mais favorecidos, com a chegada de duas novas indústrias, o que solidifica sua posição como um dos maiores centros industriais de Mato Grosso do Sul. As empresas beneficiadas operarão em setores distintos: a Agro Fats & Oils Ltda., que se dedicará ao comércio atacadista de óleos e gorduras, e a Cabel Indústria e Comércio de Condutores Elétricos Ltda., focada na produção de fios, cabos e condutores elétricos isolados.

Além disso, os incentivos impulsionam o ambiente de negócios em outras localidades. Aparecida do Taboado receberá duas indústrias focadas na fabricação de artefatos de borracha. Bataguassu, por sua vez, terá um novo empreendimento no segmento de comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados. Já em Cassilândia, será implementada uma companhia do setor de mineração e de produção de materiais para construção.

A concretização desses novos projetos valida a estratégia do Governo Estadual de descentralizar os investimentos industriais, utilizando a infraestrutura logística de áreas em crescimento. Este foco é notável, sobretudo, no eixo da BR-262 e na denominada Rota da Celulose, que hoje abrigam alguns dos mais significativos investimentos privados nacionais.

Na conhecida “capital da celulose”, a vinda dessas novas empresas coincide com um período de robusto crescimento econômico. Três Lagoas experimenta uma nova era de industrialização, dinamizada pela retomada das obras da UFN-3, pela edificação de outra fábrica de celulose e pela estabilização do setor, que tem posicionado a cidade entre as principais exportadoras do país.

Campo Grande também faz parte dessa lista, com a concentração de três dos novos empreendimentos. Embora o governo ainda não tenha especificado o montante dos investimentos nem a projeção de empregos diretos para cada um, a expectativa é que esses novos projetos expandam a cadeia produtiva regional, dinamizem o setor de serviços e reforcem a geração de renda nas cidades beneficiadas.

Para além das novas instalações, o Fórum Deliberativo igualmente chancelou incentivos para a expansão de empresas já estabelecidas em Bataguassu, Costa Rica, Dourados e Terenos. Estes englobam setores variados como siderurgia, curtimento de couro, produção de estruturas metálicas, artefatos de concreto, laticínios e agroindústria.

Esta iniciativa faz parte da política estadual de fomento econômico. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, Mato Grosso do Sul prevê uma renúncia fiscal de cerca de R$ 11,95 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Este montante será direcionado a programas de incentivo que visam atrair investimentos, diversificar a economia local e aumentar a competitividade.

Original em RCN 67

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