O governo federal inaugurou neste domingo (3) uma campanha em âmbito nacional, defendendo a extinção da escala de trabalho 6x1, sem que haja redução salarial. A proposta, que foi submetida ao Congresso Nacional no mês anterior, almeja aumentar o tempo livre dos trabalhadores, possibilitando maior convivência familiar, lazer e descanso.
Conforme o Executivo, a medida tem o potencial de beneficiar diretamente cerca de 37 milhões de brasileiros. Tal número supera o alcance de iniciativas recentes, a exemplo da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem aufere até R$ 5 mil mensais, que atingiu aproximadamente 10 milhões de pessoas.
O projeto em questão visa a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, conservando o limite diário de 8 horas trabalhadas. Adicionalmente, estabelece dois dias consecutivos de repouso semanal, com preferência para os sábados e domingos, substituindo o modelo atual de seis dias de trabalho por um de folga pela escala 5x2.
De acordo com o governo, a alteração acompanha as transformações contemporâneas da economia, como o progresso tecnológico e o incremento da produtividade. A expectativa reside no fato de que jornadas mais balanceadas cooperem para atenuar os afastamentos, aprimorar o desempenho dos trabalhadores e mitigar a rotatividade no mercado.
Dados provenientes do Ministério do Trabalho e Emprego e do Sebrae revelam que, dos 50,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, 37,2 milhões cumprem jornada de 44 horas semanais. Desses, 14,8 milhões operam sob a escala 6x1, padrão que também abrange cerca de 1,4 milhão de trabalhadores domésticos.
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