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13/03/2026 | 4 min leitura

Guerra no Oriente Médio Impulsiona Preço do Diesel, Impactando Três Lagoas e Região

Conflito no Irã eleva preço do diesel e ameaça o abastecimento, afetando a economia de Três Lagoas e o agronegócio em MS.

Guerra no Oriente Médio Impulsiona Preço do Diesel, Impactando Três Lagoas e Região

Guerra no Oriente Médio faz preço do diesel aumentar e afeta Três Lagoas

A disponibilidade de diesel está sob risco no Brasil, e Mato Grosso do Sul não é exceção. A ausência do combustível pode gerar impactos em diversos setores, inclusive no de celulose, fundamental para a economia de Três Lagoas e arredores. A possível falta generalizada se deve ao aumento do preço no mercado internacional que, influenciado pela guerra no Irã, se distanciou dos valores praticados internamente, tornando as importações inviáveis.

Em alguns estados, o alerta é máximo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, há relatos de suspensão nas entregas de combustível aos produtores rurais desde o dia 6. As federações da agricultura (Farsul) e dos arrozeiros (Federarroz) manifestaram a preocupação no fim de semana, em um período de alta demanda por diesel para maquinário agrícola e transporte da produção.

Além da celulose, a intensificação do conflito entre Irã, EUA e Israel já reverbera no campo. A alta do petróleo eleva o preço do diesel, preocupando o agronegócio sul-mato-grossense, principalmente durante a colheita.

O Oriente Médio se destaca como um dos maiores produtores de petróleo mundialmente. O diesel deriva do petróleo, portanto, qualquer problema na produção ou transporte impacta o preço do combustível.

O barril de petróleo Brent teve um aumento significativo em poucos dias. Em 1º de março, a cotação era de US$ 80, saltando para US$ 119,46 no dia 9 de março.

Esse cenário complexo, causado pela guerra, afeta diretamente Três Lagoas e a região do Bolsão. Com fábricas em operação e expansão, as indústrias de celulose de MS sentirão o impacto do aumento do diesel, já que a produção depende do transporte rodoviário.

O conflito acarreta aumento no seguro e frete de navios, inflação e juros, cotação do dólar, efeitos nas bolsas, exportações e importações, chegando ao consumidor final. O Brasil demonstra resiliência, mas a duração do conflito é determinante.

Foto: Rafael de Souza

Para entender a crise, é fundamental analisar a balança comercial, a dependência do transporte rodoviário e a matriz macroeconômica do país. A guerra impacta os preços internacionais da energia e atinge o agronegócio exportador, o transporte de cargas e o custo de vida.

A dependência do transporte rodoviário torna a logística sensível às variações no mercado de combustíveis, intensificadas pela guerra. Antes, o setor já enfrentava pressões nos custos operacionais.

O aumento do diesel impacta diretamente a logística nacional, pressionando os custos do setor de transportes e elevando os valores de frete.

Brasil perde posições no ranking das maiores economias

O agronegócio, incluindo a celulose, impulsiona a economia brasileira. A dependência das exportações o torna vulnerável à guerra. Além da crise, o Brasil perde posições no ranking das maiores economias mundiais.

Após terminar 2024 como a 10ª maior economia, o Brasil caiu para a 11ª posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a agência Austing Rating. Em comparação com 1980, o país perdeu pelo menos 5 posições.

É o terceiro ano seguido de queda no ranking. Em 2023, o Brasil havia retornado ao grupo das 10 maiores economias, ocupando a 9ª posição.

Em 2024, apesar do crescimento de 3,4%, o Canadá ultrapassou o país no ranking, levando-o à 10ª posição. Agora, com a Rússia superando o Brasil, o país sai definitivamente do grupo das 10 maiores economias.

Original em Perfil News

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