Apesar de liderar a corrida eleitoral com 43,4% das intenções de voto no primeiro turno, superando Flávio Bolsonaro (PL) com 33,7%, o governo Lula (PT) atingiu uma desaprovação de 52,9% no mês de agosto.
Esse cenário, que evidencia um contraste entre a força eleitoral do presidente e o desgaste de sua gestão administrativa, foi revelado pela Pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na última segunda-feira (31).
Segundo a pesquisa, somente 45,4% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula no comando do Executivo, e 1,7% não souberam responder. Ao serem perguntados sobre a avaliação geral da gestão federal, mais da metade dos eleitores (51,1%) a classifica como ruim ou péssima. Outros 37,0% a consideram ótima ou boa, enquanto 11,9% a classificam como regular.
Intenções de voto no 1º turno
Apesar das avaliações negativas da administração pública, o presidente se mantém na liderança da preferência do eleitorado, com o senador Flávio Bolsonaro em segundo lugar:
- Lula (PT): 43,4%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 33,7%;
- Escritor Augusto Cury (Avante): 7,8%;
- Renan Santos (Missão): 7,6%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 3,3%;
- Pablo Marçal (PRTB): 1,9%;
- Romeu Zema (Novo): 1,0%;
- Samara (UP): 0,9%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%;
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1%;
- Brancos, nulos e indecisos: 0,3%.
Cenários de 2º turno e taxas de rejeição
Em simulações de segundo turno, a margem de Lula sobre os candidatos da oposição diminui. No confronto com Flávio Bolsonaro, o petista alcança 47,1% dos votos contra 42,6% do senador, com 10,3% de brancos, nulos ou indecisos.
Em um possível embate com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o resultado é de 46,8% para Lula e 44,1% para Bolsonaro.
Lula também mantém a dianteira frente a outros nomes, como Ronaldo Caiado (46,6% a 41,0%), Romeu Zema (47,0% a 40,7%) e Renan Santos (47,5% a 26,0%).
No quesito rejeição, que mede "em quem não votaria de jeito nenhum", Flávio Bolsonaro e o presidente Lula estão tecnicamente empatados na liderança negativa, com 52,7% e 52,0%, respectivamente. Renan Santos apresenta 43,1%, Jair Bolsonaro 41,3% e Pablo Marçal 40,1%.
Desgaste relacionado às investigações sobre "Lulinha"
A pesquisa indica que a repercussão das investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, impacta negativamente a imagem do governo. Aproximadamente 67,2% dos brasileiros declaram acompanhar o desenrolar do caso.
Para 52,6% dos entrevistados, "Lulinha" agiu para influenciar órgãos públicos em benefício de empresários, enquanto 26,3% não veem favorecimento e 21,1% preferem não opinar.
O levantamento também mostra que 55,1% consideram que o episódio afeta diretamente o governo, e 59,4% acreditam que o caso pode prejudicar a possível candidatura de Lula à reeleição (sendo 34,8% que acreditam que prejudicará “muito” e 24,6% que prejudicará “um pouco”).
Metodologia da pesquisa
- Amostra: 5.014 entrevistados em todo o Brasil;
- Metodologia: Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR);
- Período de coleta: 25 a 30 de agosto de 2026;
- Margem de erro: 1 ponto percentual para mais ou para menos;
- Nível de confiança: 95%;
- Registro no TSE: BR-07972/2026.