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14/04/2026 | 3 min leitura

Petrobras Aprova Retomada da UFN III em Três Lagoas com Investimento de US$ 1 Bilhão

Após reavaliação, Petrobras retoma obras da UFN III em Três Lagoas, com previsão de gerar 8 mil empregos e iniciar operações em 2029.

Petrobras Aprova Retomada da UFN III em Três Lagoas com Investimento de US$ 1 Bilhão

A Petrobras deu sinal verde para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da empresa nesta segunda-feira (13), após uma análise que confirmou a viabilidade técnica e econômica do projeto.

O projeto está em conformidade com o Plano de Negócios 2026-2030 e já havia recebido aprovação prévia em outubro de 2024. Agora, com a validação final, a empresa se prepara para assinar os contratos necessários para a retomada das obras ainda no primeiro semestre deste ano.

O investimento total para a conclusão da unidade é estimado em cerca de US$ 1 bilhão. A expectativa é que aproximadamente 8 mil postos de trabalho sejam criados durante a fase de construção. O início das operações comerciais está previsto para 2029.

Paralisada desde 2015, a UFN III voltou à pauta da estatal em 2023, quando a Petrobras decidiu retomar os investimentos no setor de fertilizantes, considerado de importância estratégica para o país. Segundo William França, diretor de Processos Industriais, a retomada fortalece a conexão com o agronegócio e ajuda a diminuir a dependência brasileira da importação desses insumos.

“Essa ação também impulsiona a criação de empregos, renda e desenvolvimento, consolidando o papel da companhia como propulsora do crescimento econômico e da segurança do abastecimento nacional”, afirmou.

A localização da unidade, segundo ele, representa uma vantagem competitiva, devido à proximidade com os principais mercados consumidores das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, ressaltou que a atratividade econômica do projeto foi confirmada, apresentando um Valor Presente Líquido positivo. “É um projeto tecnicamente sólido, economicamente viável e alinhado às diretrizes de disciplina de capital e governança da companhia”, disse.

A UFN III terá uma capacidade nominal de produção de aproximadamente 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Uma parte desse volume, cerca de 180 toneladas de amônia, será destinada à comercialização.

A produção atenderá principalmente os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com forte presença do agronegócio. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no Brasil, com uma demanda estimada em cerca de 8 milhões de toneladas por ano.

Além do uso agrícola em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, a amônia também é uma matéria-prima essencial para os setores de fertilizantes e petroquímico.

Com tecnologia de ponta e alta eficiência industrial, a unidade é considerada estratégica para ampliar a oferta nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa, além de impulsionar o desenvolvimento econômico regional.

Original em RCN 67

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