A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3), localizada em Três Lagoas, teve um importante progresso após a aprovação final do investimento pelo Conselho de Administração da Petrobras, ocorrida em 13 de abril deste ano. De acordo com informações da estatal, a empresa está trabalhando para finalizar o processo de contratação das companhias que serão responsáveis pela execução das obras, com a expectativa de que os principais contratos sejam assinados ainda no primeiro semestre de 2026.
Em resposta ao Jornal do Povo, a Petrobras comunicou que as obras serão reiniciadas assim que os contratos forem devidamente assinados. Contudo, a estatal ainda não confirmou uma data oficial para o início dos trabalhos, nem informou se haverá uma cerimônia de assinatura de ordem de serviço em Três Lagoas. A companhia declarou que está empenhada na conclusão do processo de contratação dos principais contratos de execução, com a previsão de que as assinaturas ocorram no 1º semestre de 2026.
A empresa também fez questão de salientar que o início efetivo das obras será comunicado em momento oportuno. As obras serão retomadas logo após a assinatura dos contratos, e essa informação será divulgada oportunamente, conforme complementou a Petrobras.
A retomada da UFN-3 é vista como algo estratégico tanto para Três Lagoas quanto para o setor de fertilizantes do país. O projeto, que se encontra paralisado há mais de uma década, tem o potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação da fábrica.
No balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026, período conhecido no mercado como 1T26, a Petrobras já mencionou a UFN-3 ao explicar a melhoria do resultado operacional da companhia em comparação com o quarto trimestre de 2025, identificado como 4T25. Segundo a estatal, o resultado operacional do 1T26 superou o do 4T25 devido ao maior lucro bruto e à redução das despesas operacionais, em virtude da reversão do impairment (recuperação financeira do ativo) da UFN 3.
Em termos práticos, isso quer dizer que a Petrobras recuperou contabilmente uma parcela do valor que havia sido previamente considerado como perdido no projeto, o que resultou na redução de despesas e na melhora do desempenho financeiro da empresa.
A construção da UFN-3 teve início em Três Lagoas no ano de 2011, mas as obras foram interrompidas em 2014, quando cerca de 80% da estrutura já havia sido concluída. Quando finalmente entrar em operação, a unidade terá a capacidade de produzir ureia e amônia, contribuindo para a redução da dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados.