Mato Grosso do Sul está preparado para assumir um papel de liderança na produção de fertilizantes, assim que a UFN3, localizada em Três Lagoas, retomar suas operações. Durante uma coletiva de imprensa para detalhar a produção da Fafen BA, cuja produção foi reiniciada no início do ano, a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, mencionou que a conclusão da UFN3 está em fase de contratação. Ela ressaltou que, com todas as quatro fábricas em operação, a Petrobrás terá a capacidade de suprir 35% da demanda nacional por fertilizantes.
Wagner Felicio, gerente executivo de Processamento de Gás Natural, detalhou que a UFN3 será responsável por 15% da demanda total, enquanto a Fafen BA contribuirá com 5%, a Fafen SE com 7% e a Araucária (PR) com 8%.
Jaime Verruck, economista e ex-secretário de Desenvolvimento do Estado, e pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, destacou que a retomada está prevista para 2029, com uma produção expressiva de ureia e amônia. Isso fortalecerá a competitividade do setor produtivo, a cadeia de suprimentos, além de gerar empregos e desenvolvimento. Ele enfatizou a importância dessa conquista para Mato Grosso do Sul e para o país, reduzindo a dependência externa por fertilizantes e impulsionando a produção local.
As obras da UFN3, paralisadas por mais de 10 anos, têm previsão de serem retomadas no segundo semestre deste ano. (Foto: Perfil News)
As empresas responsáveis pela retomada das obras da UFN3 em Três Lagoas já foram selecionadas pela Petrobrás. A retomada física das obras está prevista para 2027. A contratação das empresas executoras foi concluída no início do segundo trimestre.
O setor de fertilizantes ganhou destaque no planejamento, com um investimento de US$ 15,8 bilhões em Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes. Isso inclui a retomada da planta em Três Lagoas, que se tornou estratégica devido aos desafios no fornecimento desse insumo. Essas ações são iniciativas do Governo Federal e da Petrobrás.
A UFN3, inativa desde 2015, foi reavaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao setor de fertilizantes, considerado estratégico para o país.
Assessoria de Comunicação