A Araucária Nitrogenados (Ansa), localizada no Paraná, reiniciou a produção de ureia nesta quinta-feira, 30 de abril. Esse acontecimento renova as esperanças em relação à Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), o maior empreendimento da Petrobras no setor de fertilizantes em Mato Grosso do Sul.
A Ansa, que estava paralisada desde 2020, recebeu aproximadamente R$ 870 milhões em investimentos para sua reativação. A unidade possui uma capacidade de produção de 720 mil toneladas de ureia anualmente, o que corresponde a cerca de 8% do mercado nacional.
Em conjunto com as fábricas já reativadas na Bahia e em Sergipe, a Petrobras busca alcançar uma participação de aproximadamente 20% no abastecimento interno de ureia.
Projeto em Três Lagoas é bem maior
Enquanto a Ansa representa um retorno imediato, o principal investimento da Petrobras no setor se encontra em Mato Grosso do Sul. No dia 13 de abril, a empresa aprovou a retomada das obras da UFN-III, em Três Lagoas.
A futura fábrica, com obras paralisadas desde 2015, deverá receber cerca de R$ 5,5 bilhões e tem previsão de entrar em operação em 2029. Sua capacidade é consideravelmente superior: aproximadamente 3.600 toneladas diárias de ureia (quase cinco vezes a capacidade da Ansa) e 2.200 toneladas diárias de amônia.
A escolha de Três Lagoas como sede se deve, em grande parte, à sua localização estratégica, próxima aos importantes polos agrícolas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo.
Espera-se que a UFN-III, quando estiver operando em sua capacidade máxima, atenda a cerca de 35% do mercado nacional de ureia, diminuindo a dependência de importações.
A construção da unidade deverá gerar cerca de 8 mil empregos durante a fase de obras, impulsionando a economia local. As contratações e os preparativos para a retomada das obras devem avançar no primeiro semestre de 2026.
A decisão de retomada foi tomada com base em estudos de viabilidade técnica e econômica do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2026-2030. Com a reativação da Ansa e o novo impulso ao projeto em Três Lagoas, o setor de fertilizantes nitrogenados volta a ser uma prioridade para a Petrobras.