Um exemplar fêmea de tatu-canastra com 26 quilos passou a integrar o projeto Tatu-Canastra no Cerrado no Parque Natural Municipal do Pombo, localizado a 130 quilômetros do perímetro urbano de Três Lagoas. Com a inclusão do animal, a unidade de conservação passa a totalizar 10 indivíduos monitorados por meio de transmissores de GPS.
A captura do animal aconteceu em 6 de setembro, conforme informou o coordenador de campo das ações do projeto, Gabriel Massocato. O equipamento instalado permite que pesquisadores acompanhem os deslocamentos noturnos do bicho e identifiquem os ambientes utilizados para proteção tanto dentro quanto fora dos limites do parque.
"Todas essas informações são extremamente importantes para a gente poder fazer ações de conservação e proteger a população do tatu-canastra no cerrado de Três Lagoas, em especial ao redor do Parque Natural Municipal do Pombo", afirmou Gabriel Massocato, coordenador de campo das ações do projeto.
Estrutura de pesquisa e proteção
O estudo busca compreender quais fragmentos de vegetação e corredores ecológicos funcionam como passagem e abrigo para a espécie no município, auxiliando na definição de áreas prioritárias para preservação. Desde 2022, a iniciativa é desenvolvida pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres em colaboração com o CMEA.
Além do monitoramento por satélite, a área de preservação dispõe de 80 armadilhas fotográficas para registro da fauna local. Conhecido como engenheiro do ecossistema, o tatu-canastra é o maior representante da espécie no mundo, podendo alcançar 1,50 metro de comprimento e pesar até 50 quilos, com tocas que chegam a quatro metros de profundidade e servem de abrigo para diversas outras espécies de animais.