Curadoria Inteligente
21/09/2026 | 3 min leitura

Projeto Sucuriú da Arauco em MS prevê US$ 4,6 bilhões em investimento

Iniciativa vai gerar 14 mil vagas na construção e 6 mil postos após a entrada em operação prevista para 2027.

Projeto Sucuriú da Arauco em MS prevê US$ 4,6 bilhões em investimento

Com um aporte de US$ 4,6 bilhões, o Projeto Sucuriú marca a chegada da divisão de celulose da Arauco ao Brasil com uma planta planejada para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano. A iniciativa erguida em uma área de 3.500 hectares fica a 50 quilômetros do centro de Inocência (MS), com terraplanagem iniciada em 2024 e funcionamento programado para o final de 2027.

Durante a fase de construção, a intervenção industrial vai abrir mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após a entrada em funcionamento, a unidade nas proximidades do Rio Sucuriú contará com um quadro de cerca de 6 mil pessoas divididas entre as áreas Industrial, Florestal e operações de logística.

Em Mato Grosso do Sul, a atuação da empresa soma cerca de 350 mil hectares, divididos entre 218 mil hectares destinados ao cultivo de eucalipto e mais de 84 mil hectares guardados para a preservação da vegetação nativa do Cerrado. Na reserva Refúgio das Antas, situada em Água Clara (MS) com 3.257 hectares, monitoramentos com armadilhas fotográficas e drones registraram 340 espécies de fauna e 91 de flora, além de 12 espécies ameaçadas de extinção.

"A partir da natureza e de fontes renováveis, contribuímos com as pessoas e com o planeta. Guiados pelo lema ‘Renováveis para uma vida melhor’, nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável reflete-se diretamente no manejo florestal, na economia circular e na captura contínua de carbono. No Projeto Sucuriú, demonstramos na prática que o crescimento produtivo de alta eficiência caminha lado a lado com o respeito ao solo, à água e à conservação do Cerrado", afirmou Theofilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco.

Para proteger a base ambiental e produtiva, a companhia mantém em Três Lagoas a Central de Incêndio com funcionamento ininterrupto, operada por 30 brigadas terrestres e de quatro a cinco aeronaves, totalizando aproximadamente 300 profissionais. Na mesma cidade, a empresa produz bioinsumos em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa, cultivando microvespas parasitoides para combater pragas sem recorrer a defensivos químicos.

"O cuidado com o cultivo começa no planejamento do solo. Adotamos o preparo conservacionista em curva de nível para diminuir o escoamento hídrico e conter riscos de erosão. Além disso, mantemos a maior quantidade possível de resíduos vegetais, como folhas, galhos e cascas, sobre a terra durante a colheita, criando uma barreira física contra as chuvas e enriquecendo a microbiota com matéria orgânica", declarou Ricardo Austin, diretor florestal da Arauco.

Fora do estado, a divisão de Madeira da Arauco no Paraná e no Rio Grande do Sul processa 2,5 milhões de toneladas de madeira anualmente para fabricar painéis. Desse total, metade possui certificação FSC e a outra parcela segue o protocolo de Madeira Controlada FSC, garantindo rastreabilidade total desde a geolocalização da fazenda de origem até o produto final.

"A nossa responsabilidade vai muito além do que cultivamos no campo; ela se estende por toda a cadeia até chegar ao painel de madeira. Quando unimos a solidez das nossas práticas, o rigor dos processos e o pioneirismo em sustentabilidade climática, provamos que a transparência e a segurança ambiental são pilares essenciais", apontou Jorge Souza Gomes, coordenador de Planejamento e Madeira Controlada da Arauco.