Mato Grosso do Sul inicia um período de alerta intenso devido às condições climáticas adversas. O estado está sob alerta laranja do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) por baixa umidade e enfrentará, no segundo semestre, ondas de calor, temperaturas elevadas e mudanças no padrão de chuvas, tudo impulsionado pelo fortalecimento do El Niño.
O aviso do Inmet engloba 501 cidades em oito estados e no Distrito Federal. Em MS, a umidade relativa do ar pode cair para níveis entre 12% e 20%, patamares que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como críticos, recomendando um mínimo de 60% para o bem-estar e saúde da população.
No leste do estado, cidades como Três Lagoas, Água Clara, Inocência, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Brasilândia e Santa Rita do Pardo experimentarão calor intenso e baixa umidade nas próximas semanas. Esperam-se tardes mais quentes e longas, necessitando atenção especial para crianças, idosos e indivíduos com problemas respiratórios.
Conforme o meteorologista Natálio Abraão, uma massa de ar quente se fortalece sobre o Centro-Oeste após a frente fria da semana passada. Consequentemente, as temperaturas em várias áreas de Mato Grosso do Sul devem atingir entre 36ºC e 37ºC nos próximos dias.
As tardes são o período de maior preocupação, pois a junção de calor elevado e ar extremamente seco eleva o risco de incêndios florestais, facilitando a disseminação do fogo em vegetação. Além disso, pode piorar problemas respiratórios, alergias, irritações oculares, nasais e na garganta, e aumentar a desidratação.
Segundo o especialista, essa condição climática persistirá de agosto a outubro. As temperaturas poderão ultrapassar em até cinco graus a média histórica para o período. Apenas com a chegada da Primavera espera-se o retorno gradual das chuvas, diminuindo o calor, mas sem alterações drásticas no cenário.
Este comportamento climático decorre do El Niño, que se intensificou oficialmente em junho. O fenômeno modifica a circulação atmosférica, impactando diretamente a distribuição de chuvas e temperaturas em várias partes do Brasil, resultando em mais períodos de calor intenso.
Diante disso, especialistas recomendam à população beber mais água, evitar exercícios e exposição solar prolongada entre 10h e 16h, usar vestimentas leves e umidificar os ambientes.