O lançamento do Pro-Inova, um programa ambicioso com o objetivo de atrair empresas de tecnologia, através de incentivos fiscais como a redução do ISS e a isenção de taxas, além de expandir as oportunidades de investimento para o setor empresarial, representa um passo significativo da administração municipal na geração de empregos e na criação de um polo de inovação.
Com o notável avanço da ciência da computação, esta iniciativa fomenta o desenvolvimento de estudiosos e profissionais da área, capacitados pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pelo Instituto Federal, entre outras instituições de ensino, impulsionando-os a alcançar patamares mais elevados.
O programa também impulsiona o empreendedorismo, oferecendo suporte a startups, empresas focadas em inovação tecnológica que buscam alternativas para um crescimento rápido e eficiente, sem aumento de custos, para a comercialização de seus produtos. Apesar das incertezas iniciais, essas empresas buscam resolver problemas de forma eficiente, buscando reconhecimento no mercado. Atrair e reter profissionais dessa área de desenvolvimento tecnológico é um desafio importante a ser superado.
Atingir os objetivos do programa não será fácil, mas a sua implementação, mesmo que inicial, é crucial para avaliar seus resultados. O esforço vale a pena, e é importante torcer pelo sucesso da proposta. Toda iniciativa necessita de tempo para se consolidar, como foi o caso do distrito industrial de Três Lagoas, idealizado pelo ex-prefeito Hélio Congro, que buscou recursos para a compra da área da Vila Piloto das Centrais Elétricas de Urubupungá, onde pequenas indústrias se instalaram.
O distrito industrial, com toda a infraestrutura urbana, deu origem a um novo núcleo residencial com a construção de moradias populares. Com o tempo, a demanda por novas indústrias impulsionou a criação de outro distrito industrial, que hoje abriga diversas fábricas. No entanto, desvios de finalidade por parte de algumas empresas levaram à promulgação de uma nova legislação municipal para regulamentar a concessão de áreas.
Entre as condições estabelecidas, está a proibição de venda ou locação de prédios em áreas cedidas. No entanto, a transferência do controle societário para outra empresa será permitida, desde que mantidas a atividade, o volume de investimentos e o número de empregos previstos. O funcionamento da atividade estará assegurado, diferente de casos anteriores em que áreas e prédios foram vendidos, resultando na desativação de indústrias que motivaram a doação da área pelo município, cujo objetivo é a geração de emprego e renda. Três Lagoas precisa não só atrair indústrias, mas também criar um centro tecnológico de inovação, a exemplo de cidades do centro-sul e sudeste do país.