Curadoria Inteligente
09/09/2026 | 2 min leitura

Em meio a atritos internos, Fachin afasta Moraes da relatoria do inquérito das Fake News no STF

Presidente do STF assume relatoria do inquérito das Fake News após portaria retirar Alexandre de Moraes do caso.

Em meio a atritos internos, Fachin afasta Moraes da relatoria do inquérito das Fake News no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomou a decisão de afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das Fake News, assumindo pessoalmente o comando das investigações.

A mudança foi oficializada por meio de uma portaria publicada nesta quarta-feira (9), cujo comunicado foi emitido pela assessoria de imprensa da corte.

Essa substituição marca o ápice de um período de conflitos internos e divergências no tribunal envolvendo Moraes, o ministro André Mendonça e a Polícia Federal. Na semana anterior, Moraes havia utilizado dados da investigação para atribuir potenciais crimes de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de autoridade ao colega André Mendonça, em decorrência de apurações relacionadas aos casos Master e INSS.

Como resposta imediata ao ocorrido, Fachin interveio ordenando que o despacho e os documentos anexados por Moraes fossem retirados do inquérito original e realocados em um novo procedimento sob a supervisão direta da Presidência do STF.

Pressão pública pelo encerramento

A saída de Moraes ocorre apenas cinco dias após o dirigente máximo do Supremo manifestar a necessidade de concluir as apurações. No dia 4 (última sexta-feira), Fachin afirmou publicamente que os episódios recentes acentuavam a urgência de encerrar o procedimento, que já tramita há mais de sete anos.

Com a assunção da relatoria por Fachin, a nova portaria revogou a designação inicial realizada em março de 2019 pelo então presidente Dias Toffoli, que havia nomeado Moraes de ofício — formato que posteriormente recebeu a validação do plenário da casa.

Validade dos atos processuais

A cúpula do Supremo esclareceu que todos os atos executados por Alexandre de Moraes durante o curso da investigação permanecem plenamente válidos.

Ademais, as ações penais oriundas da investigação que já contam com denúncias formalmente aceitas pela Justiça darão continuidade aos seus trâmites normais. O inquérito foi aberto em 2019 com a finalidade de apurar a propagação de inverdades, ameaças e ataques direcionados aos ministros do Supremo Tribunal Federal e às instituições da corte.

Original em RCN 67

No treslagoas.com, respeitamos os direitos autorais e o trabalho jornalístico local. Nossa IA gerou este resumo original para facilitar sua leitura, mas convidamos você a prestigiar a fonte original completa.