Curadoria Inteligente
08/09/2026 | 2 min leitura

Onze diretores da Polícia Federal entregam cargos após afastamento do diretor-geral

Cúpula da PF coloca cargos à disposição em protesto contra o afastamento de Andrei Rodrigues pelo STF.

Onze diretores da Polícia Federal entregam cargos após afastamento do diretor-geral

Onze membros da alta cúpula da Polícia Federal decidiram colocar seus cargos à disposição nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026. A atitude foi uma reação direta ao afastamento do diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, ordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A medida também alcançou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Em um manifesto, os diretores saíram em defesa dos servidores punidos, classificando as ações contra a direção da corporação como injustificadas. Além disso, o grupo expressou forte receio regarding potenciais interferências externas na autonomia do órgão.

A ordem de afastamento foi emitida por Mendonça no contexto de apurações sobre relatórios de inteligência elaborados pela PF. Conforme o magistrado, tais documentos teriam sido empregados para monitorar passos dele próprio e do advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro também exigiu uma investigação interna sobre as condutas dos envolvidos na produção dos relatórios.

Diante da suspensão temporária de Andrei Rodrigues, o diretor-executivo William Murad assumiu o comando da Polícia Federal de forma interina. Em pronunciamento, Murad saiu em defesa da entidade e ressaltou a necessidade de garantir a continuidade dos trabalhos operacionais durante o período de instabilidade.

A determinação de André Mendonça passou a ser avaliada pela Segunda Turma do STF. Durante a sessão desta terça-feira, formou-se maioria pela manutenção do afastamento, porém a votação acabou suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Por conta disso, a medida segue vigente até uma nova apreciação do colegiado.

Essa crise intensifica o atrito entre membros da Suprema Corte e a Polícia Federal, desdobrando-se em um cenário de intensa disputa política no país. A reação coletiva dos diretores enfatiza o peso institucional do caso e reabre o debate sobre a independência da corporação e os limites de atuação entre os Poderes da República.

Original em Radio Caçula

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