Curadoria Inteligente
10/08/2026 | 8 min leitura

Homens após os 40 devem reforçar cuidados com a saúde de Três Lagoas MS

Especialistas do Hospital do Coração MS alertam homens acima dos 40 para a importância de check-ups individualizados, cobrindo saúde cardiovascular, mental e oncológica.

Homens após os 40 devem reforçar cuidados com a saúde de Três Lagoas MS

Chegar aos 40 anos frequentemente marca uma fase de maior estabilidade profissional e responsabilidades familiares crescentes, resultando em agendas mais intensas. No entanto, com tantas exigências diárias, os cuidados com a própria saúde são muitas vezes postergados.

Neste Dia dos Pais, especialistas do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, localizado em Campo Grande, destacam a relevância da prevenção na saúde masculina. A recomendação não é a realização indiscriminada de exames, mas sim o reconhecimento dos riscos individuais e seu acompanhamento antes que enfermidades silenciosas causem complicações.

A instituição orienta que o check-up para homens com mais de 40 anos seja personalizado, com base no perfil de cada paciente. Informações como pressão arterial, peso, histórico familiar, dieta, prática de exercícios físicos, tabagismo, qualidade do sono, medicamentos em uso e condições de saúde preexistentes auxiliam o médico a determinar quais avaliações são de fato necessárias.

Segundo o clínico médico Dr. Aurélio Braz, um acompanhamento adequado precede a solicitação de exames e depende de uma boa relação entre médico e paciente.

“É por meio de uma escuta médica atenta e calma que as queixas, antecedentes, estilo de vida e demandas do paciente são compreendidos. A partir disso, a solicitação de exames pode ser individualizada conforme a necessidade”, detalha.

A partir dos 40 anos, essa atenção é particularmente crucial para a prevenção de doenças cardiovasculares, condições associadas à síndrome metabólica e outros problemas que podem evoluir sem manifestar sintomas.

A avaliação também pode abordar aspectos como saúde mental, sono, libido e função sexual, questões que podem ter origens psicossociais, hormonais, infecciosas ou metabólicas.

Coração exige acompanhamento mesmo sem sintomas

Sentir-se bem nem sempre indica ausência de riscos cardiovasculares. Problemas como hipertensão arterial, diabetes e alterações nos níveis de colesterol podem permanecer assintomáticos por muitos anos. Sem diagnóstico e controle apropriados, essas condições podem levar a complicações sérias, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O cardiologista Dr. Gustavo Anzolin explica que, após os 40 anos, a probabilidade de surgimento de fatores relacionados a doenças cardiovasculares aumenta progressivamente.

“O objetivo não é apenas solicitar uma vasta gama de exames, mas identificar precocemente fatores modificáveis para prevenir a manifestação futura de doenças cardiovasculares”, afirma.

Por essa razão, a consulta cardiológica envolve uma análise detalhada. O médico avalia o histórico pessoal e familiar, a presença de hipertensão, diabetes ou eventos cardiovasculares na família, além de fatores como tabagismo, sedentarismo, estresse, peso corporal, circunferência abdominal, pressão arterial e frequência cardíaca.

Entre os exames laboratoriais que podem ser solicitados estão glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol e triglicerídeos. Outros exames e procedimentos são definidos com base na necessidade identificada durante a avaliação clínica.

O eletrocardiograma, por exemplo, fornece dados sobre a atividade elétrica do coração. Já o ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA de 24 horas e métodos de imagem têm indicações específicas.

A recomendação é, portanto, evitar que o check-up seja feito de forma automática ou seguindo uma lista padronizada para todos.

“Na prevenção cardiovascular, é essencial solicitar o exame correto, para o paciente certo e no momento oportuno”, enfatiza Anzolin.

Sinais de alerta exigem avaliação médica

Embora o acompanhamento preventivo seja vital, alguns sintomas não devem esperar pela próxima consulta de rotina.

Dor ou aperto no peito, falta de ar, diminuição inexplicada da capacidade física, palpitações acompanhadas de mal-estar, tontura, desmaio ou inchaço nas pernas são sinais que demandam avaliação médica.

Em situações de dor intensa no peito, falta de ar significativa, desmaio ou sintomas sugestivos de AVC, a orientação é procurar atendimento imediatamente.

Histórico familiar pode alterar frequência do acompanhamento

Ter a mesma idade não implica o mesmo risco de desenvolver doenças. Dois homens de 40 anos, por exemplo, podem precisar de abordagens de acompanhamento completamente distintas.

Um dos fatores cruciais é o histórico familiar de doenças cardiovasculares. Se pai, mãe ou irmãos tiveram doença cardiovascular precocemente, o acompanhamento médico pode necessitar começar mais cedo ou ser mais frequente.

A existência de antecedentes familiares, contudo, não garante o desenvolvimento da doença.

Manter uma alimentação balanceada, praticar atividade física regularmente, controlar pressão arterial, glicemia e colesterol, garantir a qualidade do sono e abandonar o tabagismo são medidas que continuam a ter um papel fundamental na diminuição do risco ao longo dos anos.

Na Clínica Médica, o acompanhamento serve também como ponto de partida para organizar os diversos cuidados de saúde do paciente.

Conforme a avaliação individual, podem ser considerados exames como hemograma, função renal, eletrólitos, perfil lipídico, glicemia, hemoglobina glicada e testes específicos de rastreamento.

Dr. Aurélio Braz ressalta que o intervalo entre as consultas deve ser igualmente individualizado. Enquanto uma pessoa saudável pode manter acompanhamento periódico, pacientes com doenças já diagnosticadas, mudanças na medicação ou surgimento de novos sintomas podem exigir retornos mais frequentes.

Prevenção masculina também envolve cuidados oncológicos

A saúde do homem após os 40 anos não deve se limitar ao coração e às alterações metabólicas.

Segundo o oncologista Dr. Amauri de Oliveira, idade, histórico familiar e hábitos de vida também são ponderados para definir quando certas investigações relacionadas ao câncer devem ser iniciadas.

Entre os tópicos que podem ser abordados na consulta estão o rastreamento do câncer de próstata e, de acordo com a idade e fatores de risco individuais, o rastreamento do câncer colorretal.

Sintomas como alterações urinárias, sangramentos, perda de peso inexplicada ou o surgimento de nódulos também devem motivar uma avaliação médica, sem que o paciente aguarde pelo próximo check-up de rotina.

Hospital oferece atendimento integrado

O Hospital do Coração MS dispõe de estrutura para acompanhar pacientes em diferentes fases, desde consultas ambulatoriais até situações que demandam investigação mais aprofundada ou internação hospitalar.

Na área cardiovascular, a unidade oferece recursos como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA de 24 horas, métodos de imagem cardiovascular, hemodinâmica, cinecoronariografia e cardiologia intervencionista.

Também estão disponíveis avaliação de arritmias, cirurgia cardiovascular, Unidade Coronariana e terapia intensiva cardiológica.

Por meio da Clínica Médica, o paciente pode receber atendimento no pronto atendimento e nas unidades de internação, além de realizar acompanhamento ambulatorial pela Procardio. Quando necessário, pode também ser encaminhado para outras especialidades.

Mais do que estabelecer os 40 anos como um marco para uma lista predeterminada de exames, a orientação dos especialistas é transformar essa fase da vida em um período para estabelecer uma rotina de prevenção e cuidado com a saúde.

O acompanhamento médico individualizado possibilita identificar fatores de risco, promover mudanças de hábitos e determinar quais investigações são verdadeiramente necessárias para cada homem, contribuindo para preservar a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos.

SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)

Hospital do Coração
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefones: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150

Sobre o Grupo Santa

Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos que conceberam o primeiro hospital privado de Brasília. Ao longo de sua história, o grupo expandiu suas operações e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste.

Atualmente, conta com 12 unidades de saúde, incluindo hospitais gerais e centros especializados, distribuídas pelo Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

As unidades atuam em diversas áreas, com destaque para assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada.

Qualidade e inovação são pilares estratégicos da instituição, que possui acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações relacionadas à segurança, eficiência da gestão e qualidade do cuidado.

Em 2023, o Grupo Santa anunciou uma aliança estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no grupo. Essa operação fortaleceu a governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento da rede, preparando a instituição para um novo ciclo de expansão e modernização.

Original em Hoje Mais

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