A abertura da janela partidária, prevista para 6 de março, deverá ocasionar uma nova reorganização na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Durante os 30 dias permitidos para a troca de partido sem risco de perda do mandato, os deputados estaduais poderão modificar as bancadas, alterando a composição dos blocos parlamentares e das comissões. Fora desse período, a mudança pode levar à cassação por infidelidade partidária, pois os mandatos proporcionais pertencem aos partidos. Nos bastidores, espera-se um planejamento estratégico visando 2026.
Em Três Lagoas, a movimentação eleitoral entre os vereadores tende a ser discreta. Apesar de convites e especulações, nenhum parlamentar da Câmara Municipal demonstra intenção de concorrer a vagas na Assembleia ou na Câmara Federal neste ano. A tendência é que continuem apoiando candidatos de fora do município, com a possível exceção do vereador Silverado, aliado do ex-prefeito Ângelo Guerreiro, que pode disputar uma vaga na Assembleia.
O ministro da Educação, Camilo Santana, colocou o MDB em destaque nas articulações para a escolha do vice na possível chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando Renan Filho, Helder Barbalho e Simone Tebet. Embora reconheça a prioridade do atual vice, Geraldo Alckmin, Santana acredita que ampliar o leque de alianças pode ser estratégico devido à polarização. As discussões sobre a composição ganham força nos bastidores à medida que o calendário eleitoral se aproxima.
A senadora Tereza Cristina lançou em Brasília o Instituto Diálogos, uma iniciativa que une empresas de diversos setores para discutir economia e políticas públicas. O objetivo é promover debates sobre agronegócio, geoeconomia, produtividade, mercado de trabalho e infraestrutura. Durante o evento, a parlamentar declarou que o projeto surgiu da necessidade de um espaço técnico e imparcial para pensar no país, destacando ainda o cenário de pleno emprego em MS. O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, manifestou apoio à iniciativa por meio de vídeo. Tereza Cristina é vista como um possível nome para compor a chapa presidencial da direita em 2026.