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11/04/2026 | 3 min leitura

Três Lagoas: Cenário político para 2026 se movimenta sem representantes no Congresso

Três Lagoas não tem representantes no legislativo, mas lideranças locais se articulam para as eleições de 2026. PSDB concentra as apostas.

Três Lagoas: Cenário político para 2026 se movimenta sem representantes no Congresso

Três Lagoas, a terceira maior cidade do Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 85 mil eleitores, se prepara para as eleições de 2026 com um cenário peculiar: apesar de sua importância econômica e populacional, o município não possui representantes na Assembleia Legislativa nem na Câmara dos Deputados.

Essa ausência de representação política contrasta com a intensa movimentação de líderes locais que se apresentam como pré-candidatos, indicando uma disputa acirrada para recolocar a cidade no cenário político estadual e federal.

O quadro começou a se desenhar após o fim da janela partidária, concluída no dia 3, que permitiu a troca de partidos por parlamentares sem perda de mandato. Esse período é crucial para a reorganização das siglas e a definição de estratégias eleitorais. O próximo passo serão as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, quando as candidaturas serão oficializadas.

PSDB concentra nomes e articulações

No PSDB, ao menos dois nomes importantes de Três Lagoas se apresentam como pré-candidatos a deputado estadual. O ex-deputado e ex-secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, filiou-se ao partido na reta final da janela partidária, após mais de 30 anos no MDB. Ele afirma que deixou o governo em outubro para preparar sua candidatura: “A minha casa continua sendo Três Lagoas, vamos organizar nossa base política aí”, declarou. Rocha aposta na força do partido e projeta a eleição de quatro a cinco deputados estaduais.

Outro nome é o do ex-prefeito Ângelo Guerreiro, que também pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Apesar de articulações internas para que concorra a deputado federal, ele resiste à mudança. Guerreiro afirmou que não aceita imposições e defende sua trajetória dentro do partido. Segundo ele, uma eventual candidatura federal só ocorreria se fosse convencido pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, hoje presidente do PL e uma das principais lideranças do grupo político. O ex-prefeito ainda sinalizou que pode recorrer à Justiça caso não tenha o direito de disputar o cargo estadual garantido.

Direção estadual aposta em fortalecimento

O deputado estadual Pedro Caravina, recém-empossado presidente do PSDB em Mato Grosso do Sul e pré-candidato à reeleição, avalia que o partido saiu fortalecido da janela partidária. Segundo ele, a legenda conseguiu montar chapas competitivas para deputado estadual e federal, afastando rumores sobre fragilidade interna.

A meta, segundo Caravina, é eleger ao menos um deputado federal e entre quatro e cinco estaduais. Ele destacou que o partido passa por um processo de reorganização, incluindo a reestruturação de diretórios municipais, como o de Três Lagoas, e o fortalecimento de segmentos internos como juventude, mulheres e movimentos sociais ligados à sigla. Caravina reforçou que a definição das candidaturas será feita nas convenções, sem imposições.

Original em RCN 67

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