Durante sua participação na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), expressou críticas à administração federal na área de segurança pública.
O político acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de agir como um canal de comunicação entre organizações criminosas brasileiras e entidades no exterior.
Segundo o pré-candidato, o governo federal teria realizado intervenções políticas para impedir que facções nacionais fossem classificadas como grupos terroristas em âmbito internacional.
Acusações de interlocução internacional e avanço territorial
Caiado questionou as ações do governo federal, alegando uma articulação diplomática que envolve os Estados Unidos.
“Ele atuou como porta-voz para defender as facções criminosas; como porta-voz do Comando Vermelho e do PCC. Foi até Trump pedir que não os classifiquem como terroristas, imaginem!”
O político destacou a internacionalização e a infraestrutura das facções brasileiras, mencionando informações de autoridades estrangeiras. Segundo ele, essas organizações controlam rotas de distribuição na Europa, operam em Miami e detêm controle territorial no Brasil.
- De acordo com o ex-governador, Portugal é um ponto de forte atuação da organização brasileira, responsável pelo transporte de cocaína de países como Bolívia, Peru e Colômbia para o mercado internacional.
- O pré-candidato também enfatizou o domínio do crime sobre as estruturas públicas no Norte do país: “Atualmente, mais da metade do território e das prefeituras da Amazônia Brasileira estão sob o controle do PCC e do Comando Vermelho”.
Modelo de contenção e o mercado de seguros
Ao comparar com o cenário internacional, Caiado questionou a existência de áreas ocupadas onde o Estado não consegue exercer controle, defendendo que a segurança pública é fundamental para a governabilidade.
O ex-governador apresentou as medidas implementadas em Goiás como um exemplo a ser replicado em nível nacional.
“Foi o que fiz em Goiás no primeiro dia. Criei uma estrutura com mais de mil homens na inteligência, integrando as forças e determinando: bandido não se cria aqui; muda de profissão ou de Goiás, pois a lei será dura contra o crime.”
Para demonstrar a eficiência de sua gestão, o político utilizou um indicador econômico: o valor das apólices do setor privado.
“Nada supera o mercado como referência. Descubram onde o seguro é mais barato no Brasil para carro, caminhão ou casa. Não precisam discutir onde é mais seguro; o mercado indica onde o preço é menor devido à segurança.”